RB Capital Desenvolvimento Residencial IV – FII (RBIR11)
O RB Capital Desenvolvimento Residencial IV é um fundo de investimento imobiliário constituído sob a forma de condomínio fechado, formado por uma única classe de cotas. O fundo tem por objetivo investir em (i) permutas físicas e financeiras de projetos residenciais; e (ii) adquirir participações societárias em SPE’s que desenvolvem empreendimentos imobiliários residenciais, localizados em diferentes regiões do Brasil.
Cotação de Mercado
Palavra da Gestão
Data de referência: Julho 2026
Para mais informações, confira na íntegra a Carta do Gestor.
Comentários da Gestora
Apesar do cenário adverso, a estratégia da gestora — baseada na diversificação do portfólio em termos de tipologia, contrapartes e localização dos ativos — contribuiu para a resiliência da carteira. Até o momento, cerca de 83% das unidades foram comercializadas, 2 projetos seguem em fase de obras com 98,7% de avanço físico médio, e 14 empreendimentos já foram concluídos e entregues.
Em termos de evolução física de obras do portfólio nesse mês, houve avanço de 0,36% em relação ao mês anterior, chegando a um acumulado de 98,70%. Em relação aos empreendimentos que estão em fase de construção, os cronogramas seguem dentro do previsto nos contratos de construção, onde, geralmente, as execuções físicas de obra tendem a ganhar mais velocidade à medida que os projetos cheguem a um estágio mais avançado.
Ao longo do mês de julho, tivemos 46 unidades residenciais vendidas no portfólio, chegando a 83,3% do estoque lançado.
O mercado imobiliário encerrou o primeiro semestre de 2026 apresentando uma resiliência acima das expectativas, mesmo diante de um ambiente de juros ainda elevados. As concessões de crédito imobiliário alcançaram R$ 180,9 bilhões no semestre, alta de 23% em relação ao mesmo período de 2025, levando a Abecip a sinalizar uma revisão para cima de suas projeções para o ano.
O resultado chama atenção principalmente pela recuperação do crédito destinado à construção, que mais que dobrou no semestre, avançando 107% e alcançando R$ 26,5 bilhões. Ao mesmo tempo, as concessões com recursos do FGTS cresceram 22%, para R$ 77,6 bilhões, enquanto o crédito via SBPE avançou 29%, para R$ 93,7 bilhões.
Esse desempenho reforça uma percepção importante: a demanda estrutural por imóveis permanece consistente, mesmo antes de uma normalização mais significativa das condições monetárias. A perspectiva de juros menores ao longo do ciclo, combinada à maior disponibilidade de funding e à recuperação do crédito para construção, tende a criar condições mais favoráveis para novos lançamentos e para a continuidade dos projetos em desenvolvimento.
Por outro lado, a transição do modelo de funding permanece como um ponto de atenção. A redução da dependência da poupança e a utilização crescente de fontes alternativas de mercado deverão sustentar a expansão do crédito, mas o custo dessas novas fontes ainda representa um desafio, especialmente enquanto as taxas de mercado permanecerem elevadas.
Nesse contexto, o cenário para o setor permanece construtivo, ainda que marcado por seletividade. A combinação entre crédito imobiliário acima do esperado, recuperação do financiamento à construção e perspectiva de redução dos juros reforça uma visão positiva para o mercado no médio prazo, ao mesmo tempo em que exige disciplina na seleção de projetos, controle de custos e estruturação financeira adequada.
Informações Básicas
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Nota Importante
Haverá isenção do Imposto de Renda Retido na Fonte e na Declaração de Ajuste Anual das Pessoas Físicas com relação aos rendimentos distribuídos pelo Fundo ao Cotista pessoa física, desde que observados, cumulativamente, os seguintes requisitos: (i) o Cotista pessoa física não seja titular de montante igual ou superior a 10% (dez por cento) das Cotas do Fundo; (ii) as respectivas Cotas não atribuírem direitos a rendimentos superiores a 10% do total de rendimentos auferidos pelo Fundo; (iii) o Fundo receba investimento de, no mínimo, 50 (cinquenta) Cotistas; e (iv) as Cotas, quando admitidas a negociação no mercado secundário, sejam negociadas exclusivamente em bolsas de valores ou mercado de balcão organizado.