FII Caixa Agências (CXAG11)
O Fundo de Investimento Imobiliário Caixa Agências foi constituído sob a forma de condomínio fechado e tem como objetivo realizar investimentos imobiliários de longo prazo, com foco na aquisição de ativos para gerar renda aos cotistas por meio de contratos de locação. Atualmente, sua carteira é composta por 32 agências bancárias, locadas à Caixa Econômica Federal na modalidade Sale and Leaseback, distribuídas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
Cotação de Mercado
Palavra da Gestão
Data de referência: Março 2026
Para mais informações, confira na íntegra a Carta do Gestor.
Panorama Geral
No mês de março, as intervenções de melhoria previstas contratualmente nos ativos do portfólio continuaram em execução, com acompanhamento técnico recorrente e interação contínua com os órgãos públicos competentes, incluindo prefeituras, Corpos de Bombeiros e a Caixa Econômica Federal, assegurando a conformidade e regularidade das obras realizadas.
Principais Indicadores do Mês
Em 17 de abril foram distribuídos lucros, apurados segundo o regime de caixa, no valor total de R$ 1,51 milhão, ou R$ 0,72 por cota. A distribuição reflete um Dividend Yield anualizado de 11,05%, com base no fechamento de mar/26 (R$ 78,18 por cota).
A cota negociada no mercado secundário apresentou uma variação de -0,96% ao longo do mês de março. O volume financeiro negociado ao longo do mês foi de R$ 5,2 milhões, representando um giro de 3,25% em relação ao percentual total das cotas.
O fundo fechou o mês cotado a R$ 163,4 milhões a mercado, que representa um deságio de 29,3% em relação ao seu valor patrimonial. Nestas condições o valor implícito dos imóveis é de R$ 2.804/m².
Breve Panorama Macroeconômico
Em março, o cenário global foi dominado pela escalada da guerra no Irã, aumentando a aversão ao risco e a volatilidade dos mercados. Diante das incertezas inflacionárias, Fed e BCE mantiveram suas taxas de juros, enquanto as principais bolsas americanas registraram quedas relevantes no período.
No Brasil, apesar do ambiente externo adverso, houve entrada significativa de capital estrangeiro na B3, contribuindo para a resiliência do Ibovespa frente aos pares globais. O cenário doméstico segue misto, com indicadores de atividade positivos, mas piora em dados como desemprego e dívida pública. A inflação surpreendeu negativamente, com revisões altistas nas expectativas do IPCA e da Selic.
A curva de juros apresentou abertura nas pontas longas, refletindo maior incerteza externa e pressões inflacionárias, enquanto índices atrelados à inflação tiveram desempenho moderado. No exterior, dados econômicos ficaram em segundo plano frente ao conflito, com indicadores mistos nos EUA, inflação mais pressionada na Europa e melhora pontual na atividade chinesa.
Entre as commodities, o petróleo teve forte alta diante das tensões geopolíticas, enquanto o minério de ferro também avançou com melhora da demanda chinesa. Por fim, o Ibovespa encerrou o mês com leve queda, e o dólar apresentou valorização. Para abril, o foco permanece na evolução do conflito e seus impactos sobre inflação, juros e crescimento global.
Informações Básicas
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Nota Importante
Haverá isenção do Imposto de Renda Retido na Fonte e na Declaração de Ajuste Anual das Pessoas Físicas com relação aos rendimentos distribuídos pelo Fundo ao Cotista pessoa física, desde que observados, cumulativamente, os seguintes requisitos: (i) o Cotista pessoa física não seja titular de montante igual ou superior a 10% (dez por cento) das Cotas do Fundo; (ii) as respectivas Cotas não atribuírem direitos a rendimentos superiores a 10% do total de rendimentos auferidos pelo Fundo; (iii) o Fundo receba investimento de, no mínimo, 50 (cinquenta) Cotistas; e (iv) as Cotas, quando admitidas a negociação no mercado secundário, sejam negociadas exclusivamente em bolsas de valores ou mercado de balcão organizado.