FII Caixa Agências (CXAG11)
O Fundo de Investimento Imobiliário Caixa Agências foi constituído sob a forma de condomínio fechado e tem como objetivo realizar investimentos imobiliários de longo prazo, com foco na aquisição de ativos para gerar renda aos cotistas por meio de contratos de locação. Atualmente, sua carteira é composta por 32 agências bancárias, locadas à Caixa Econômica Federal na modalidade Sale and Leaseback, distribuídas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
Cotação de Mercado
Palavra da Gestão
Data de referência: Fevereiro 2026
Para mais informações, confira na íntegra a Carta do Gestor.
Panorama Geral
No mês de fevereiro, as obras de melhorias previstas contratualmente nos ativos do portfólio seguiram em andamento, com monitoramento técnico contínuo e acompanhamento junto aos órgãos públicos competentes, incluindo prefeituras, Corpos de Bombeiros e a Caixa Econômica Federal, garantindo a regularidade e a conformidade das intervenções realizadas.
Principais Indicadores do Mês
Em 17 de março foram distribuídos lucros, apurados segundo o regime de caixa, no valor total de R$ 1,51 milhão, ou R$ 0,72 por cota. A distribuição reflete um Dividend Yield anualizado de 10,95%, com base no fechamento de fev/26 (R$ 78,94 por cota).
A cota negociada no mercado secundário apresentou uma variação de -0,70% ao longo do mês de fevereiro. O volume financeiro negociado ao longo do mês foi de R$ 3,4 milhões, representando um giro de 2,07% em relação ao percentual total das cotas.
O fundo fechou o mês cotado a R$ 165,0 milhões a mercado, que representa um deságio de 28,6% em relação ao seu valor patrimonial. Nestas condições o valor implícito dos imóveis é de R$ 2.832/m².
Breve Panorama Macroeconômico
Em fevereiro, os mercados globais foram marcados por maior volatilidade. Nos EUA, a ata e discursos de dirigentes do Federal Reserve reforçaram preocupações com a persistência da inflação, reduzindo as expectativas de cortes de juros no curto prazo. O período também foi impactado por dúvidas sobre o elevado volume de investimentos em inteligência artificial e pela escalada das tensões geopolíticas, culminando no ataque conjunto de EUA e Israel ao Irã no final do mês. Nesse ambiente, as bolsas americanas corrigiram, com o Nasdaq registrando sua pior queda mensal desde março de 2025.
No Brasil, o destaque positivo foi o forte fluxo de capital estrangeiro para a B3, que somou R$ 15,4 bilhões em fevereiro e R$ 41,7 bilhões no primeiro bimestre, contribuindo para novas máximas históricas do Ibovespa e para a apreciação do real. No campo macroeconômico, os indicadores foram mistos, com melhora na dívida líquida do setor público, enquanto dados de atividade — como produção industrial, vendas no varejo, confiança do consumidor e serviços — vieram mais fracos.
Na inflação, o IPCA de janeiro avançou 0,33%, acumulando 4,44% em 12 meses, ainda dentro do intervalo de tolerância da meta. Já o IPCA-15 de fevereiro surpreendeu negativamente, com alta de 0,84%. O Boletim Focus trouxe leve revisão para baixo nas projeções de inflação para 2026 e expectativa de Selic em 12,00% ao final do período. No mercado de renda fixa, a curva de juros reais apresentou queda ao longo do mês.
Entre as commodities, o petróleo subiu, com o Brent encerrando fevereiro a US$ 72,48/barril, impulsionado pelo aumento das tensões no Oriente Médio. Já o minério de ferro recuou, pressionado pelo feriado do Ano Novo Lunar na China, estoques elevados e expectativas por estímulos econômicos no país.
No mercado local, o Ibovespa encerrou fevereiro com alta de 4,09%, aos 188.787 pontos, acumulando valorização de 17,17% no ano. O dólar recuou 2,16% no mês, para R$ 5,135. Para março, os investidores devem acompanhar a evolução do conflito no Oriente Médio, as decisões de política monetária dos principais bancos centrais e, no cenário doméstico, a crescente influência do ciclo eleitoral sobre os mercados.
Informações Básicas
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Nota Importante
Haverá isenção do Imposto de Renda Retido na Fonte e na Declaração de Ajuste Anual das Pessoas Físicas com relação aos rendimentos distribuídos pelo Fundo ao Cotista pessoa física, desde que observados, cumulativamente, os seguintes requisitos: (i) o Cotista pessoa física não seja titular de montante igual ou superior a 10% (dez por cento) das Cotas do Fundo; (ii) as respectivas Cotas não atribuírem direitos a rendimentos superiores a 10% do total de rendimentos auferidos pelo Fundo; (iii) o Fundo receba investimento de, no mínimo, 50 (cinquenta) Cotistas; e (iv) as Cotas, quando admitidas a negociação no mercado secundário, sejam negociadas exclusivamente em bolsas de valores ou mercado de balcão organizado.