RB Capital Desenvolvimento Residencial IV – FII (RBIR11)
O RB Capital Desenvolvimento Residencial IV é um fundo de investimento imobiliário constituído sob a forma de condomínio fechado, formado por uma única classe de cotas. O fundo tem por objetivo investir em (i) permutas físicas e financeiras de projetos residenciais; e (ii) adquirir participações societárias em SPE’s que desenvolvem empreendimentos imobiliários residenciais, localizados em diferentes regiões do Brasil.
Cotação de Mercado
Palavra da Gestão
Data de referência: Junho 2026
Comentários da Gestora
Apesar do cenário adverso, a estratégia da gestora — baseada na diversificação do portfólio em termos de tipologia, contrapartes e localização dos ativos — contribuiu para a resiliência da carteira. Até o momento, cerca de 83% das unidades foram comercializadas, 2 projetos seguem em fase de obras com 98,4% de avanço físico médio, e 14 empreendimentos já foram concluídos e entregues.
Em termos de evolução física de obras do portfólio nesse mês, houve avanço de 0,51% em relação ao mês anterior, chegando a um acumulado de 98,34%. Em relação aos empreendimentos que estão em fase de construção, os cronogramas seguem dentro do previsto nos contratos de construção, onde, geralmente, as execuções físicas de obra tendem a ganhar mais velocidade à medida que os projetos cheguem a um estágio mais avançado.
Ao longo do mês de junho, tivemos 39 unidades residenciais vendidas no portfólio, chegando a 82,7% do estoque lançado.
Em junho, o Banco Central deu continuidade ao ciclo de flexibilização monetária, reduzindo a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,25% a.a.. Apesar do novo corte, a ata do Copom reforçou uma postura cautelosa, destacando que a inflação e suas expectativas permanecem acima da meta, enquanto o ambiente internacional segue marcado por elevada incerteza, fatores que recomendam prudência na condução da política monetária. O Comitê sinalizou que as próximas decisões permanecerão condicionadas à evolução do cenário econômico e inflacionário.
No mercado imobiliário, a perspectiva de redução gradual dos juros continua favorecendo as expectativas para a atividade. Entretanto, um dos principais desafios do setor permanece sendo a disponibilidade de recursos para financiamento habitacional. A contínua migração de recursos da caderneta de poupança, tradicional principal fonte de funding do crédito imobiliário, tem reduzido a capacidade dos bancos de expandir suas carteiras utilizando esse instrumento. Em resposta, as instituições financeiras vêm ampliando o uso de fontes alternativas de captação, como letras financeiras, LIGs e operações de mercado de capitais, buscando sustentar a oferta de crédito diante da mudança estrutural no perfil de captação do sistema financeiro.
Nesse contexto, a combinação entre a continuidade do ciclo de queda da Selic e a diversificação das fontes de financiamento tende a criar condições mais favoráveis para o mercado imobiliário ao longo dos próximos trimestres. Ainda assim, a velocidade dessa recuperação dependerá da evolução da inflação, do ritmo de flexibilização monetária e da capacidade do sistema financeiro de ampliar a oferta de crédito em um ambiente de funding estruturalmente mais desafiador.
Informações Básicas
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Nota Importante
Haverá isenção do Imposto de Renda Retido na Fonte e na Declaração de Ajuste Anual das Pessoas Físicas com relação aos rendimentos distribuídos pelo Fundo ao Cotista pessoa física, desde que observados, cumulativamente, os seguintes requisitos: (i) o Cotista pessoa física não seja titular de montante igual ou superior a 10% (dez por cento) das Cotas do Fundo; (ii) as respectivas Cotas não atribuírem direitos a rendimentos superiores a 10% do total de rendimentos auferidos pelo Fundo; (iii) o Fundo receba investimento de, no mínimo, 50 (cinquenta) Cotistas; e (iv) as Cotas, quando admitidas a negociação no mercado secundário, sejam negociadas exclusivamente em bolsas de valores ou mercado de balcão organizado.